sábado, 17 de setembro de 2011

Trilha do Mocó - 17 de setembro



Mocó... Assim é chamado o latifúndio dos Melgaço em Teresópolis de Goiás, a cerca de 40 km de Goiânia. Pois bem, hoje a trilha teve como base de partida e chegada o Mocó. Rômulo (zelador) e família pernoitaram por lá na sexta-feira (16/09) e por isso eu e Rogério (desse vez o Neves) tínhamos que chegar cedo para começar logo o pedal. Após (mais) uma noite de insônia, saí de casa as 6:45h. Desfalcados de Rogério Barbosa, que tinha que jogar futebol nessa manhã e está se preparando para uma viagem de uma semana para Rondônia, peguei o Rogério (Neves), no bom sentido, as 7:00h da madrugada, amarramos as magrelas na viatura e rumamos para o Mocó. Lá chegando, às 8:13h, fomos recepcionados pelo zelador que, ansioso, já havia executado uma série de serviços gerais na sede do latifúndio. Essa trilha já tinha sido feita pelo zelador e Rogério no passado, mas eu ainda não a conhecia. Dessa vez levei uma câmera fotográfica decente para que o registro do passeio fosse feito de forma adequada e com riqueza de detalhes. Mal sabia eu o que aconteceria... Iniciamos nosso pedal as 8:35h.


Passamos pela sede da fazenda Santa Branca e fizemos a primeira parada, onde algumas fotos foram tiradas, incluindo a de uma estátua de um índio nu (com a genitália de fora – sim, pleonasmo, eu sei!!), que o zelador insistentemente quis posar ao lado. Tudo bem... Embora não concorde com essa orientação sexual dele tenho que respeitá-lo, pois ele é, de fato, meu amigo. 



Seguimos e logo logo o zelador, que há muito estava acordado e também executara diversos serviços, já tinha fome. Dessa vez ele esqueceu a pochete de croche, do tamanho de uma mala, que o acompanha sempre e infelizmente não pudemos saborear lanches sortidos e adequados à prática do ciclismo que saltam daquele reservatório a cada parada, tais como farofa de carne de sol, feijoada, rapadura, feijão tropeiro, galinhada, dobradinha, arroz com pequi e outras iguarias igualmente leves, não perecíveis e práticas de serem consumidas sob forte calor e no meio da estrada. Mais fotos... Paisagens, gado, gente pulando a cerca, sessão urina, etc. 







Seguimos em frente rumo ao desconhecido, pelo menos pra mim. Paisagens exuberantes, sedes de fazendas e muita, mas muita poeira, acompanhadas de subidas um tanto quanto íngremes (pra não dizer “do caralho, porra, puta queo parao!!”). Um pequeno trecho de asfalto na rodovia GO-222 nos aguardava. Ainda pedalando sobre a castigada camada asfáltica, tivemos que fazer um pequeno desvio por uma ponte improvisada dentro de uma fazenda, já que a ponte da estrada tinha caído recentemente (cerca de 18 meses). Para aqueles que quisessem utilizar o desvio havia cobrança de pedágio para carros e motos. Felizmente bicicletas eram isentadas da extorsão, digo, taxa de travessia. De volta ao trecho de terra, fui surpreendido por um pneu furado. Gente, é muito gratificante ver a cara do zelador na expectativa de prestar serviços. Ele abriu um baita sorrisão quando viu aquele pneu furado e em menos de 12 segundos já havia virado a bike, tirado a roda, sacado a câmara de ar reserva e iniciado os trabalhos de manutenção.


Trabalho em vão! A famigerada câmara de ar reserva tinha mais 4 furos os quais não permitiam que todo o ar insuflado para seu interior pela bomba, através de 1856 bombadas inócuas, lá permanecesse, elevando a pressão da câmara interna e mantendo o pneu em condições de rodagem no terreno acidentado. Recorremos a um remendo chinês fornecido gentilmente, ao custo de R$ 45,00, pelo Rogério. Feito o remendo prosseguimos nosso percurso. De ótima qualidade, o remendo de procedência asiática conseguia manter o pneu cheio por cerca de 2 minutos. Resultado: a bomba nunca foi tão exigida em sua existência. PQP!!! Parar toda hora pra encher o pneu já tava enchendo o saco, em que pese a cacofonia e o uso excessivo de trocadilhos. A poucos quilômetros da chegada fui presenteado por (mais) um tombo, dessa vez numa pequena vala, em função da ainda pequena habilidade com os pedais de encaixe. Clamei por socorro. Os amigos vieram imediatamente... Não exatamente para me socorrer, mas para tirar dezenas de fotos daquela situação vexatória.


Ok, refeito do acidente, prosseguimos rumo ao Mocó, que nos esperava com um banquete digno de nota: Cortes assimétricos de Galináceo recozido em molho de ervas finas (frango com açafrão), arroi blanq (arroz branco), pudim salgado de milho cremoso batido (Angu) e frutos tropicais do cerrado (pequi). Missão cumprida!!! Total do percurso: 39 km. Tempo de pedal: 3h41m05s.

Um comentário:

  1. Prezado maluco fundador, vulgo, WJR, nós do fã clube constituído por apenas 1 integrante do blog véiacos e furúnculos, ops, não, velhosos e furunculosos, agradecemos a sensibilidade em (finalmente) registrar suas aventuras com fotos ilustrando o belíssimo passeio feito pelo mais novo (ou seria velho?!) grupo de quarentões...É uma obra de arte a escultura do índio nu, completamente nu, porém a emoção estampada no rosto de vocês, ao encontrar tamanha arte, foi simplesmente emocionante...sorrisos estampados, mostram tamanha satisfação! Parabéns a você e ao zelador! Hehehe
    Banquete diversificado este, não? Para uma “colação” no meio da manhã, realmente...pena que não teve fotos...Muito precavido esse zelador, gostei! E vcs? Só ficam a “aba” dele? Vamos colaborar, né? Hehehe
    Agora: preciso (infelizmente) fazer essa pergunta...É algum ritual, simpatia, ou sensação mesmo de bem estar, afinal, qual o motivo, faz uma pessoa passar pela cerca, escolher um lugar central entre bois e vacas, se concentrar e ufa! Urinar?? Pode matar essa minha curiosidade? hehehe
    E para finalizar...claro...não poderia deixar de comentar... indiscutivelmente a melhor parte...seu tombo hehe o melhor mesmo foi a assistência dada pelos seus amigos hehehe únicos!
    Aguardamos ansiosos pelo próximo passeio!

    **Amigo Walter, sua forma de expressar cada detalhe desses passeios, nos fazem vivenciar cada momento! Daqui a pouco, sairá um livro daí...super beijo!

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