Motivado pela expectativa acerca dos pneus 2.35 (de trator) que coloquei na magricela, queria testá-la numa trilha já conhecida para avaliar os mitos e verdades dos efeitos da maior superfície de contato em veículos de duas rodas não motorizados, uma vez que já conhecia bem seu comportamento com os pneus 1.95 antigos. Impossibilitados de nos acompanhar por motivos diversos, os Rogérios 1, 2 e 3 perderam uma das melhores trilhas, ou no jeito Hyundai de ser, a me-lhor tri-lha do mun-do!!: A trilha da coxinha! Restando somente eu e Joseph Ladorf (zelador), saímos do Portal II as 7:15 da madrugada na viatura nipônica rumo ao posto Sobrado, distando aproximadamente 30 km de nossa origem. As 7:57 começamos o pedal dominical. No começo tudo é festa... Já tinhamos feito essa trilha 2 vezes e decidimos fazer, a princípio, algumas "pernas" a mais no percurso para estender a pedalada, que originalmente teria 28 km. Na primeira parada, dessa vez subimos um pouco mais e chegamos no alto do morro para bater umas fotos e descansar. Que merda! Parecíamos um casal gay em lua de mel, mas, enfim, tiramos várias fotos da paisagem exuberante que nos circundava. Daquele ponto decidimos fazer a primeira "perna" do percurso antes de continuar o caminho original. Passamos por um riacho onde o zelador se viu obrigado a dar um mergulho para se refrescar e continuamos. Uma subida de aproximadamente 77 graus nos aguardava. Sim, os pneus mais largos dão mais aderência em função da maior área de contato (assim como absorventes femininos), mas também em função dessa mesma aderência deixam a bike mais pesada. E nas subidas de 77 graus digamos que estas ficam ligeiramente (puta que pariu, caralho, merda, porra, cacete!) mais pesadas. Mas seguimos até avistar Senador Canedo ao longe. Decidimos então voltar e retomar o percurso normal da trilha, lembrando que essa "perna" acresceu 12 km ao percurso. De volta ao trecho original, uma subida sem fim me fez descer da bike, sentar no chão, beber 1 litro de água e repensar a vida, ou o que restava dela naqueles minutos... Experiências de quase morte são interessantes mesmo. Aquele túnel, luzes coloridas, flashes da vida, o senhor de barba branca, enfim, foi legal. Recuperado, seguimos adiante. Não estava fácil dessa vez, tanto pra mim como para o zelador, e decidimos não fazer mais nenhuma "perna" ao percurso. Pedalamos mais um monte e chegamos então ao buteko da coxinha, que dá nome a trilha, e saboreamos o tradicional lanche podreira: Coxinha de frango feito de massa de mandioca acompanhada de uma coca estúpida. Após um bom descanso, seguimos de volta ao posto Sobrado para encerrar os trabalhos bicicletícios do dia, sem quedas (YES WE CAN!). Um total de 40 km percorridos exclusivamente na terra nos mostraram que essa brincadeira não é pra qualquer um. As magrelas ficaram totalmente cobertas pela poeira e desreguladas, mas valeu a pena de verdade.











sem comentários!
ResponderExcluir