Meu amigo Godofredo é foda. Primo do Fí e latifundiário excêntrico, ele faz o que quer quando tem vontade e nem dá satisfação para sua digníssima noiva-quase-esposa. Prudente, ele apenas a consulta previamente para saber se ele terá ou não vontade de fazer o que quer, visando tão somente a preservação do relacionamento e, principalmente, da prerrogativa de poder de dormir dentro de casa. Mas é ele quem manda... (manda flores, pedidos de desculpa, sapatos, bolsas, jóias, etc). Após certificar-se que estava com vontade de pedalar, me convidou para ir com ele nesse final de semana. Bem preparado e equipado para a aventura, Godofredo precisou apenas de alguns poucos itens emprestados, tais como a bike, capacete, garrafa de água, barra de cereal, o planejamento do percurso, a carona e o frete. Para situar o nobre leitor desse blog sobre as condições do incauto ciclista, o último veículo de duas rodas destituído do motorização conduzido por ele tratava-se de uma monareta Tigrão ano 1977, de propriedade do saudoso Clovis Bornay, em um duvidoso desfile carnavalesco no hotel Glória em meados do início do meio da década de 80. Mesmo ciente de seu sedentarismo, decidi levá-lo para a famigerada trilha do "salgado empanado frito em forma de gota com sabor de galináceo", também conhecida como trilha da coxinha, cujos 28,37 km percorridos exclusivamente na terra seriam suficientes para separar homens de crianças.
Monareta Tigrão
Clovis
As 7:30h, conforme combinado, coletei o ciclista iniciante em sua residência em Goiânia e partimos na viatura nipônica rumo ao posto Sobrado, de onde sairíamos para nosso destino.
Iniciamos nossa aventura as 8:28h. Para preservar o sistema cardiovascular do amigo sedentário optamos pelo ritmo Picanto automático (devagar e sempre... sempre parando). O passeio transcorreu sem nenhum incidente e completamos o percurso em 2h45m. Não é um tempo tão ruim assim. É certamente melhor que morrer queimado. Meu amigo passou a semana dolorido, andando com as pernas arqueadas e com uma bisnaga de hipoglós sempre a mão. Mas valeu... Eu acho.




Nós, seguidores fieis desse blog, estamos sentindo falta do Famoso Romulo Zelador.
ResponderExcluirSuas fotos engraçadas e seus serviços prestados aos nossos amigos, integrantes dessas aventuras ciclísticas.