terça-feira, 24 de abril de 2012

Pedal do Divino Pai Eterno - 22 de abril



O trecho escolhido foi uma estrada vicinal nas proximidades da fazenda dos Portugal, ligando o nada a lugar nenhum e passando pela basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade GO. Nossa aventura de hoje marcou a volta do Zelador aos trabalhos bicicletícios depois de mais de 30 dias pendurado com problemas nas dobradiças inferiores. Até aí uma novidade um tanto quanto sem graça. Mas o melhor mesmo não foi a volta do Zelador e sim quem ele convenceu a nos acompanhar. Alexandre Portugal é um latifundisedentário cuja aptidão para esportes pode ser comparada ao talento angelical de Adilson Maguila dançando balé.

Alexandre, pelo nível tecnológico de suas vestimentas e equipamentos, poderia muito bem ser confundido com um atleta de ponta... ponta de estoque, Ponta porã, ponta queo parao, etc. Com 40 Kg acima de seu peso nominal ele temia por uma dor acentuada na região prostática em função de sua excessiva compressão durante o pedal. Decidiu então vestir 4 cuecas, 2 absorventes abas largas e colocar duas capas de gel no banco da barra forte circular emprestada pelo zelador, com o propósito de amenizar a dor naquela região, pois assim como o café, no cuador é mais forte. Calçou um kichute preto, apropriado e em perfeitas condições de uso, vestiu uma camiseta leve feita de uma liga de fibra de amianto e lascas de garrafa pet reciclada, vestiu suas luvas de culinária e colocou o chapéu de lavrador. Pronto!! Estava perfeito... para nos matar de rir. Por causa da área avantajada do chapéu de Alexandre tivemos sombra na maior parte do percurso. Saímos rumo a fazenda do Luciano (que eu nem sei quem é, mas me parece não ser o irmão do Zezé). Nos primeiros 700 metros (descida) nosso herói cantarolava, contava piadas e parecia bem disposto. Bastou a inclinação do terreno mudar levemente para que um silêncio catacumbal o acometesse. Começaram então as reclamações, grunhidos e gemuras sobre o banco, que mesmo com dezenas de camadas de gel e as 4 cuecas do ciclista ainda se mostrava duro e supostamente desconfortável. Zelador disse que o chapeleiro maluco já se sentara em coisas muito mais duras e jamais teria reclamado. Mas eu não tenho nada haver com isso. É coisa entre eles. Dono de um preparo físico invejável, ao final do segundo km nosso amigo já apresentava sinais de fadiga e que vestiria o paletó de madeira. Devagar e sempre (parando) tentamos acompanhar o ritmo apocalíptico do nosso ilustre amigo iniciante, que por vezes quase jogou a toalha durante uma subida sem fim, mas bravamente chegou até o fim. Após 10 km decidimos voltar e levar os restos mortais de Alexandre à sede da fazenda Portugal para a missa de corpo presente, totalizando 20 km. Dalí então eu e zelador decidimos ir até o Santuário do Divino Pai Eterno para agradecer umas paradas, comprar uma medalhinha pra minha mãe e rodar pelo menos mais 20 km e deixar a bagaça um pouquinho mais difícil, com um sol furioso castigando nossas carcaças.

Kichute com portinhola do nosso amigo

Saiu até esse cachorro de lá de dentro

Lavrador ciclista fashion

Alongamento dos músculos bundceps e panceps

Foto para a posteridade. Trajados a caráter. Programa minha sombra minha vida.

O bizarro lavrador fantasma. Lendas urbanas.

Uma das 1767 paradas

Zelador de volta aos trabalhos

Lavrador em ação

Nem mesmo o poderoso zoom de 15 x de minha câmera consegue captar nossos amigos retardatários


Ele descobriu que essa marcha é a mais leve de todas

Belas árvores

Sensualidade, beleza e forma física exuberante...

Não... Não é um espantalho. Ele estava vivo sim. Xô!

Vista dos fundos de Alexandre e Zelador

Ipê

Zeladoria... Ao fundo, o lavrador...

Santuário do DPE

Zelador foi às compras

Santuário DPE visto de fora

Zelador flagrado na tentativa de furto

Santuário

Acostumado a tantas paradas gays, uma parada de ônibus não é nada pra ele

Entrada da cidade

Carcaça castigada na chegada da fazenda

Estatísticas inúteis:

Total: 42,55 km
Tempo: 4h09m20s
Velocidade média: 10,2 km/h
Frequência máxima: 175 bpm
Calorias torradas: 1825

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