Rogério teria ouvido vagamente de terceiros durante o pedal da última semana que supostamente existiria uma trilha originada em Roseland (Roselândia) chegando até as proximidades de Bela Vista e retornando ao posto Sobrado. Munidos dessas informações precisas decidimos realizar o referido percurso na manhã desse domingo. O grupo está se consolidando basicamente nos três mosqueteiros Rômulo (zelador), eu e Rogério Barbosa, primo em primeiro grau de Beto Barbosa (¯¯ A-do-ci-ca, meu amor, a-do-ci-ca... ¯¯ A-do-ci-ca, meu amor, a minha vida...¯¯¯Preeeta, fala pra mim...¯¯). Dessa vez iríamos no veículo do zelador e este ficou de nos buscar no Paris as 6:55h. Muito atrasado, chegou as 7:03h cheio de justificativas maltrapilhas, mas o perdoamos por prestar sempre com excelência serviços de portaria, conservação e limpeza aos amigos.
Primeiros raios de sol nos preparativos na saída (Paris).
Rumo ao posto Sobrado verificamos que Rômulo havia instalado um equipamento de som dotado com a função de DVD em seu veículo novo. Questionado sobre artifícios utilizados para disfarçar a presença de tal dispositivo no veículo, com o sentido de afugentar os ladrões que eventualmente poderiam se interessar pelo gadget, se limitou a informar que teria desenvolvido um sistema de camuflagem praticamente ideal, que nos foi apresentado na chegada ao posto Sobrado. A gambiarra macabra é mostrada a seguir em imagens estarrecedoras.
Visão frontal do dispositivo de áudio (função DVD OFF)
Visão frontal do dispositivo de áudio (função DVD ON)
Visão frontal do dispositivo de áudio já com o sistema anti-furto devidamente instalado. Parece que algo foi colocado na marreta, não? Impressão sua...
Visão lateral do sistema anti-furto. Bem acabado e com encaixes perfeitos, veja como acompanha suavemente as linhas do painel, disfarçando completamente a presença do dispositivo de áudio.
Não! o air bag não foi acionado! Faz parte do complexo sistema anti-furto desenvolvido pelo Seu Creysson.
Pontualmente às 8:03h iniciamos nosso pedal. Rogério disse que tinha quase certeza do caminho que teríamos de percorer. O termo “quase” gera instantaneamente tensão, instabilidade, descrédito e falta de confiança nos demais membros da equipe, mas fomos assim mesmo. Dito e feito... Entramos por uma estrada estreita que chegava a uma fazenda. Fuen Fuen Fueeeennnn!!! Voltamos e seguimos outro caminho. Dessa vez o que nos levou de fato a nosso destino. Após um trecho muito difícil de ser vencido por causa da terra fofa em leve aclive, fomos surpreendidos por pequeno tatú bola que atravessava calmamente a estrada. Rômulo quase atropelou o animal, que após refeito do susto posou voluntariamente para uma sessão de fotos. Estamos falando do animal tatú, ok?
Trecho arenoso movediço infinito com aclividade relativamente nula.
Tatú bola
Nota: O tatu é um mamífero pertencente à ordem Cingulata e à família Dasypodidae. Caracteriza-se pela armadura que cobre o corpo. Nativos do continente americano, os tatus habitam as savanas, cerrados, matas ciliares e florestas secas. Têm importância para a medicina, uma vez que são os únicos animais, para além do homem, capazes de contrair lepra, sendo usados nos estudos dessa enfermidade. O nome em português do animal é de origem tupi. Fonte: Wikipedia.
Tatú e Rogério (Rogério é o da direita).
Mostra de bravura e coragem desse destemido ciclista, segurando sem equipamento de proteção o pequeno mamífero.
Comer tatú é bom. Que pena que dá dor nas costas.
Seguimos em frente e chegamos ao asfalto, seguindo por uma estrada estreita que levava a um condomínio de sítios. No caminho tivemos provas irrefutáveis de educação dos humanóides que habitavam a cercania, onde o respeito à sinalização e à propriedade particular, além do aguçado senso de sustentabilidade e preservação ambiental nos causaram espécie.
O pedido...
A resposta da população...
Presença do concorrente detectada.
Coleta seletiva em pleno funcionamento... televisores, cascas de ovos, embalagens tetra pak, resíduos orgânicos, papel higiênico post usen, plástico... tudo separado...
Passamos pelo condomínio de sítios e pegamos uma bela estrada densamente arborizada que já era o início do nosso retorno. Ao cruzarmos com um Sr. bicicleteiro, que vinha em sentido contrário pedalando bravamente sua barra forte, fomos surpreendidos com o seguinte dizer sábio: “essa estrada não vai pra onde vocês querem ir... ela fica parada... quem vai são vocês!” Ainda atordoados pela charada do Mestre dos Magos, rumamos de encontro ao desconhecido, apreciando as belas paisagens da fauna e flora do cerrado brasileiro. Com algumas consultas ao GPS, conseguimos acertar o caminho a saímos na parte final da trilha da coxinha, aonde nos vimos obrigados a saborear uma podreira nutritiva enquanto recompúnhamos nossas energias. Dono de uma aguçada visão empresarial, o proprietário do estabelecimento tinha somente 2 quibes prontos e nada mais. Sequer havia a possibilidade de fritar outros em função da falta de matéria prima que assolava o renomado boteco, de tal sorte a não saciar a fome que nos consumia naquele momento. Destroçamos os quibes e partimos rumo ao posto Sobrado, onde nossa aventura terminaria após um lanche complementar na loja de conveniência do estabelecimento.
Ciclistas em movimento pelas belas estradas do cerrado goiano.
Nosso galã sempre fotogênico. Dublê de assistente de figurante de filme pornô etíope.
Soldador excêntrico.
Ciclistas em momento de refrescância e consulta ao GPS.
Maldita foto de cabeça pra baixo do zelador!
Congestionamento de bovinos.
Eu!
Zé!
Seu Creysson saboreando uma goiaba com bichos.
Bovino nada amistoso de olho das roupas vermelhas de Rogério e Rômulo Augusto enquanto estes últimos faziam gracejos para o animal.
Zeladoria na encruzilhada.
O aterrorizante Lobis-Rômulus! Na sétima arte a transformação na criatura ocorre geralmente por ocasião das noites de lua cheia. Na vida real ela pode ocorrer, comprovadamente, após a ingestão indiscriminada de quibe velho em estado avançado de putrefação.
O tradicional e fraterno lanche podreira.
Rômulo em êxtase ao lado de uma população de petas e outras iguarias raras. Por causa do ângulo em que a foto foi tirada parece que o zelador está ficando careca. Só parece...
Estatísticas inúteis:
40,5 km percorridos em 2h53m15s;
velocidade média de 14 km/h, com máxima de 47,8 km/h;
frequência cardíaca média de 139 bpm, máxima de 178 bpm e 1466 calorias consumidas;
Final de festa, gostaria de parabenizar o Rogério pelas ótimas fotos dessa e da última postagem e comunicá-lo que ele acaba de ser eleito por unanimidade como o fotógrafo oficial dos velhosos e furunculosos. Em que pesem a qualidade do equipamento e a sensibilidade do "olhar" do fotógrafo, ainda assim temos visto algumas fotos que poderiam ter ficado melhores no quesito brilho e iluminação. Solicitamos que faça uso com frequência de todos os recursos tecnológicos disponíveis, entre eles o flash. Seguem abaixo imagens que ilustram bem a importância desse recurso.
Foto sem flash.
Foto com flash.



WJR... Vulgo: Gastão! Ótimo "post"!!
ResponderExcluirVc esta se superando!
Se tivessem filmado poderia indicar vcs pro "profissão Repórter " de hoje!!!
JMM
Ps: que burocracia é essa pra postar, meu Deus?!?! Me senti pedindo informações no Ipasgo! Faltou só a fila pra pegar senha!
Bjos
isso aí Ju. Aguardamos vc para pedalar conosco e fazer parte ativa desse blog. Bj
ResponderExcluirWJR,
ResponderExcluirsou fã do seu blog, amiga do zélador, colega da JMM (irmã do Zélador) e descobri agora que vc é amigo do meu marido, o Zé (não lador), Zé Humberto, o que acabou de adquirir um HD11, top de linha...Deus sabe o que é isso.
Tinha postado para o Rômulo pegar dicas de trilhas com o Zé, cuja magrela está hibernando. Pois vc pode conversar com ele em pessoa entre um application e outro...
abçs, mulher do Zé (não lador)
Érika, arraste a zeladora de pessoas crianças JMM e venha pedalar conosco. É um grande prazer saber que nossa audiência está aumentando. Creio eu que até 2089 já teremos uns 100 participantes desse blog. Abraço.
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