terça-feira, 15 de novembro de 2011

Mocó estendido / invertido - 13 de novembro



O Mocó foi novamente o nosso ponto de partida para mais uma inesquecível aventura ciclística. Convites foram feitos para que outros ciclistas amigos nos acompanhassem, mas sem sucesso. Mais uma vez apenas os 3 mosqueteiros confirmaram presença: Eu, Rômulo e Rogério Barbosa. Eu, Rômulo e as respectivas famílias chegamos no sábado (12/11) e começamos os preparativos para o pedal dominical. No domingo Rogério chegou as 8h, trazendo a bike desmontada em 28 pedaços dentro de seu veículo. Dessa vez a idéia sugerida pelo mestre da zeladoria seria aumentar o percurso saindo rumo a Teresópolis, pegando uma estrada de terra que voltaria contornando o condomínio e fazendo o trajeto no sentido inverso em relação aos anteriores. Zelador preparava quitutes lipídicos enquanto discutíamos o trajeto. Para nossa surpresa o fotógrafo oficial trouxe uma câmera tabaflex cujas pilhas Raiovaca, adquiridas numa birosca no caminho, eram suficientes para tirar apenas 3 fotos. Assim sendo, tivemos que levar mais uma vez o celular do zelador para os serviços fotográficos, cuja alta resolução de 0,34 Megapixel conferia feições quadriculadas àqueles que se deixavam capturar pelas lentes ópticas do dispositivo. A presidência deste blog pede desculpas aos seus seguidores pela baixa qualidade do ensaio fotográfico.

Mosqueteiros reunidos minutos antes da epopéia.

Chegada de Rogério e sua bike em pedaços.

Zelador preparando quitutes lipídicos energizantes.

As 8:36h iniciamos nossa epopéia e logo de início o zelador pôde sentir os efeitos adversos do álcool corroendo seu fragilizado sistema hepático, uma vez que no dia anterior cerca 20 latões de nova schin morna foram consumidos de forma indiscriminada.

Embora relativamente tarde para o início das atividades bicicletícias (8:36h), a temperatura amena da manhã seria uma aliada importante para o êxito cardiovascular dos aspirantes a atletas naquela empreitada.

Vencemos a primeira parte do desafio pela estrada que nos conduziria a Teresópolis e iniciamos o inédito trecho despido de camada asfáltica que contornaria o condomínio. Chamou-nos a atenção a quantidade de artrópodes da classe Chilopoda, as famigeradas lacraias ou centopéias, cruzando o solo avermelhado e úmido da região. Sensibilizados, fizemos um minuto de silencio em memória do dançarino Marco Aurélio Silva da Rosa, de 33 anos, conhecido como Lacraia e famoso pelos hits funk “Vai, Lacraia!” e “Eguinha Pocotó” que vestiu o paletó de madeira em 09/05/2011, deixando uma lacuna impreenchível no meio artístico mundial. Descanse em paz amigo!! “Vai, Lacraia!” “Vai, Lacraia!”.

Artrópode Lacraia.

Dançarino Lacraia.

Rômulo Augusto havia submetido sua magrela na semana que antecedeu nosso pedal a uma revisão boqueta, tabajara e meia bomba numa bicicletaria fundo de quintal no subúrbio da capital goiana. Teria desembolsado R$ 25,00 (entrada / 30 / 60) para supostamente deixar a magrela em condições descentes de uso. Resultado: Ao primeiro esforço numa subida altamente trepidante a corrente saiu e deixou nosso amigo zelador na mão, comprovando que economia e porcaria se afinizam perfeitamente. Momento mais que justificável para um lanche, Rogério sacou de sua Camel Back rosquinhas de castanha de Baru (que porra é essa?), uma iguaria tão boa quanto morrer queimado, mas rica em fibras e, portanto, supostamente adequada às necessidades nutricionais do momento.

Rogério oferecendo sua rosquinha para a galera.

Primeira intercorrência.

Revisão de R$ 25,00 (entrada / 30 / 60) com choro no cheque da entrada. O altíssimo castiga mesmo mermão!!

Pacote Combo trio: pedreiro / porteiro / espantalho.

Ciclistas apreciando a paisagem.

Como que em um passe de mágica a inversão do percurso transformou subidas em descidas. Infelizmente as descidas viraram subidas também. Mas na verdade estou escrevendo isso aqui apenas para encher lingüiça porque estou achando o texto meio pobre dessa vez.

Finalmente chegamos à sede da fazenda Santa Branca onde fizemos uma breve pausa no sistema bancário local. Zelador sugeriu tentar um novo caminho que supostamente nos levaria ao mesmo destino. In the hell? Embrace devil! Seguimos sua intuição e nos deparamos com uma ponte caída que ligava o nada a lugar nenhum. No entanto um complexo de cachoeiras nos aguardava nas imediações para um banho glacial refrescante. Dessa vez não pude resistir e também caí na água gélida. Sem opções de trilhas, não havia como seguir adiante e tivemos que voltar e retomar o caminho anterior através da sede da fazenda, que nos conduziria ao Mocó.
Pausa no sistema bancário da região.

Visão desoladora da ponte destruída.

Como tornar a visão ainda mais desoladora.

Ensaio fotográfico do operador guatemalteco de empilhadeira.

Flagrante de strip.

Sauna gay ao ar livre.

O abominável monstro das corredeiras.

De volta ao Mocó, completando os desgastantes 47,8 km, Rogério nos surpreendeu com mais uma de suas iguarias, que ficara armazenada em uma caixa de isopor dentro do carro. Uma bela tigela de açaí congelante com granola. PQP!! Tava muito bom. Ninguém pediu nada. Ele trouxe por livre e espontânea vontade. Agora terá de fazer o mesmo nas próximas aventuras por livre e espontânea pressão.

O entregador de açaí.

Humanóide sem polegar oferecendo açaí.

Cobertura de granola. Lá se foram as calorias perdidas.

Modo lixeiro ON: Serviço automatizado de coleta de lixo.

Transporte de lixo. O lixo está nos sacos.

Estatísticas inúteis:

Lacraias no caminho: 38
Distância percorrida: 47,8 km
Tempo de percurso: 4h02m39s
Calorias torradas: 2048

Um comentário:

  1. Agora entendi tudo...Lacraia apareceu para tocar, ou melhor, dançar a música-tema da sauna gay..."Vai lacraiaaa"

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