sexta-feira, 8 de junho de 2012

Desafio 65 km: Goiânia - Goianápolis - Teresópolis - 07/06

Vista aérea do percurso de 65 km

Acontece sempre: Na teoria teríamos um grupo de 798 pessoas no pedal. Uma semana antes do evento até gente que já morreu sai da tumba e garante que vai conosco. No entanto, no decorrer da semana começam a pipocar as desistências.

1 - Neves, apesar de fazer muito barulho e inclusive ter pedido ajuda para configurar seu GPS no dia anterior, não obteve o devido alvará de soltura;
2 - Smurf estava acometido de um distúrbio fecal liquefeito labaredo-incandescente em decorrência de ingestão de água Perrier não esterilizada;
3 - Barbosa (A-do-ci-ca!!) mais uma vez teve que trabalhar no feriado; 

Mas tudo bem. Dom Cabeçote de La Mancha e seu fiel escudeiro Zelancho Pança estão aí para encarar os desafios bicicletícios semi-intransponíveis com desenvoltura e a pujança que lhes são peculiares. Após a desistência dos demais companheiros por motivos esdrúxulos de toda a sorte, decidimos fazer o pedalzinho básico de 65 km pra soltar a musculatura... Soltar do osso... Takeoparau... A epopéia se iniciou no Portal Estelar do Sol II e teve como destino o Mocó, passando por Goianápolis e Teresópolis, sendo desse total apenas 9 km em trechos desprovidos de pavimentação asfáltica.

Saímos as 6:45 da madrugada rumo ao ineditismo desconhecido por estradas nunca antes exploradas (redundância pleonástica do caralho), mas dessa vez munidos de tecnologia adequada para evitar que nos perdéssemos. A convivência com o zelador me inspirou a construir uma singela adaptação tosca em minha magérrima para acomodar o pequeno GPS que nos acompanharia durante o percurso. Da próxima vez estudaremos a viabilidade de levarmos uma bateria de carro conosco ou a utilização de vestimentas com placas solares. Não que a autonomia de 43 minutos de meu GPS de 40 polegadas tenha sido um problema no percurso de quase 5 horas. Apenas queremos carregar mais peso pois as bikes estavam de fato muito leves. Nada mais.

Sistema de localização por satélite acoplado suavemente através de marreta

Muita água, litros de gatorade e múltiplos lanches nos acompanharam nas quase 5 horas de pedal, onde passamos por regiões ilustres da cidade como Vila Galvão, Jardim das Oliveiras e Vila Matinha. Zelador levou iguarias bizarras que eram vorazmente devoradas a cada 5 km e que foram importantes para o nosso fornecimento de energia durante o pedal. A temperatura amena e a nebulosidade esparsa foram determinantes para que não houvesse nenhum óbito entre os ciclistas, que cumpriram bravamente o desafio sem acidentes, quedas ou qualquer outra intercorrência destrutiva.


Vista de Goiânia após subida interminável de 78 graus

Subida maldita

Trigésima quinta parada para lanche

Trigésima sexta parada para lanche. Goiânia já estava longe.

Avião

Zelador debruçado em monumento no trevo de Goianápolis. Um tributo ao cantor Leandro, pop star sertanejo ex-plantador de tomates que nos deixou em junho de 1998.

Trigésima sétima parada para lanche. Mais uma foto obtida de um ângulo desfavorável ao zelador, onde o jogo de luzes somado com o reflexo da placa evidenciam uma suposta calvice que na verdade não existe.

E para provar que não corroboro com esse rótulo absurdo, apresento abaixo provas irrefutáveis sobre a real condição capilar de nosso amigo zelador, uma criatura extremamente versátil na arte de modelar sua vasta cabeleira. Precisamos calar aqueles que o chamam de careca, pouca telha, testão e/ou outros adjetivos pejorativos. Morte àqueles que desejam apenas denegrir a imagem de um homem cuja capilaridade jamais pode ser questionada:

Versão Justin Bieber

Versão Vanuza

Versão Alec Baldwin

Versão Tiririca

Versão Kurt Cobain

Versão Mozart


Versão Wando

Utilização de algoritmo complexo específico para subtração capilar. Nota-se claramente que se trata de uma farsa.


Até sucrilhos...


Chegada triunfal à terra natal de Leandro e Leonardo

Quadragésima segunda parada para lanche. Pirulito quebra-queixo em perfeita harmonia de cores com a vestimenta de seu dono.


O pirulito do zelador


Repescagem do campeonato Goianapolino da segunda divisão de futebol amador feminino. Para refletir: "Nem sempre morrer queimado é a pior coisa"

O glamour de um Cemitério de fuscas

Zelador brincando de "pequi"-esconde

De lá saímos para aplicar uma dose de anti-tetânica no traseiro flácido de Rômulo Augusto.


Expressão da arte religiosa teresopolitana.

Populares na celebração do feriado de Corpus Christi em Teresópolis.

Estatísticas inúteis:

Distância: 64,13 km
Tempo de percurso: 4h45m10s.
Velocidade média: 13,5 km/h.
Velocidade máxima: 60,2 km/h
Frequência cardíaca média: 138 bpm
Frequência cardíaca máxima: 175 bpm
BOVESPA: 54429 pontos
Dólar comercial: R$ 2,024
Calorias queimadas: 2281

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