sábado, 15 de outubro de 2011

Rota Trindade / Inhumas - 15 de outubro


Sem nenhum Rogério disponível desta vez (Neves furou na véspera e o Barbosa havia viajado para Caldas Novas), eu e zelador tínhamos pela frente um desafio grande para superar: Vencer os 35 km que separam o latifúndio dos Portugal, sito na região metropolitana rural do município de Trindade, até a cidade de Inhumas, rodando boa parte do percurso pelo asfalto dessa vez. O problema é que 35 km x 2 = 70 km. Acordei antes das 5:00h e comecei os preparativos bicicletícios do dia. Como o zelador (não no sentido de comê-lo) já estava na propriedade rural desde o dia anterior, cabia a mim o deslocamento solitário até a gleba lusitana. As 6:30h já me encontrava na estrada a bordo da viatura, acompanhado do altíssimo (sempre) e da magrela, ao som de clássicos do magnífico Back in Black (AC/DC). Adentrei a propriedade por volta das 7:25h da madrugada.

Propriedade Portugal

Propriedade Portugal

O zelador me aguardava para um café da manhã leve e balanceado, cujo baixo teor de gordura sugeria uma visita imediata ao cardiologista. Ometetes de ovos de ornitorrinco caipira com lascas de bacon eram cuidadosamente preparados, acompanhados de um suco de açaí que muito me lembrava o líquido viscoso e lipídico ensebado, de coloração escura, encontrado em caixas de gordura de cozinha.

Início do preparo: Lascas de bacon

Ovos marsupiais adicionados às lascas de bacon

Garrafas de água cheias, pneus calibrados e indumentária completa, partimos rumo a Inhumas. O início dos 12 km de estrada de terra nos brindou com muito barro e possas enormes de lama que eram vencidas bravamente com desenvoltura pelos dois ciclistas. Chegando à rodovia, logo encontramos uma borracharia onde deixamos a câmara de ar furada no pedal anterior para remendar. Rogério pilantra, vc me deve R$ 4,00!

 Zelador em êxtase na borracharia

Ciclistas aguardando o remendo da câmara de ar

Por sorte a rodovia, em processo de duplicação, tinha uma pista pronta, porém não liberada para o tráfego de veículos. Destarte pudemos usufruí-la em nosso trajeto até Inhumas. Na primeira pausa para a merenda o zelador sacou de sua marmita bananas e outras iguarias finas.
Momento de descontração na borracharia

 Novos postos de trabalho: Emprego, dignidade e renda para todos

Primeira parada para lanche (repare o Cherry QQ branco ao fundo)

Zelador fdp e suas brincadeirinhas

E dá-lhe pedal! Sobe morro, desce morro, quase morro e nada de Inhumas. Nosso objetivo parecia não chegar mais nunca até que decidimos perguntar em um posto de combustível a que distância nos encontráva-mos da metrópole. Castigados pelo sol e cansaço, fomos informados que faltavam apenas mais 6 km, e decidimos então seguir em frente. O que seria uma simples flatulência para aquele que já envolto em fezes está? Chegamos então ao nosso destino. Na entrada da cidade o bar Bonito nos acolheu para o lanche podreira da vez. Coke 1.0 + barrinhas de cereal (levadas por mim) + picolé de açaí com Banana, já que os salgados ecológicos (com vários pontos esverdeados) disponíveis para consumo na redoma de vidro aparentavam ali estarem por mais uma semana. Decidimos então evitá-los, receosos que um revertério estomacal pudesse nos acometer no retorno de nossa cruzada. Já pagando a conta o zelador se deparou com um pacote de biscoitos gigantes de polvilho, as famigeradas petas. Seus olhos brilharam e ele não hesitou na aquisição das mesmas para complementar o lanche, sendo que as que sobraram foram devidamente acomodadas em sua pochete de aspirante a assistente de pedreiro (veja foto aterrorizante).


Entrada da cidade. Note o zelador ao lado do pombo gigante.

Lanche podreira light: coca + barras de cereais

Magrelas descansando

Peta mutante com verruga

O Bar Bonito não era tão bonito assim. Acredite.

Glamour, sofisticação...

Zelador levando peta atrás

Refeitos e abastecidos, iniciamos a viagem de volta. PQP!! Parecia que não ia chegar mais nunca. Sobe morro, desce morro, quase morro e sol quente castigando minha cútis afro-dinamarquesa. Já quase chegando ao trecho de terra, nos deparamos com uma barraquinha de caldo de cana. Não teve jeito mermão. Nosso raciocínio: omelete com bacon + suco de açaí + banana + coca-cola + picolé + barra de cereal + petas. O que poderia causar o inofensivo caldo de cana a essa mistura? Claro que nada! E então tomamos 2 copos da bebida glicosídica saboreando as intermináveis petas.

Caldo de cana com petas

Ainda faltavam 12 km a serem vencidos. O zelador decidiu não perder nenhuma poça de lama no caminho, conforme pode ser atestado pelas fotos e vídeo neste blog, e felizmente conseguimos chegar sem acidentes ao final de nossa epopéia. Confesso que torci que ele caísse na lama durante as filmagens, mas tudo bem.

Zelador minutos antes de mergulhar na poça de lama

Travessia


Informações úteis:


Percurso ida e volta: 70 km
Tempo total de pedal: 4h51m
Velocidade máxima: eu 61,7 km/h (maldito pneu de trator!!) / zelador 71 km/h
Calorias perdidas e posteriormente recuperadas com a ingestão de tanta porcaria: 2567 cal

3 comentários:

  1. Gostei da camisa! Finalmente tirou o uniforme rs.

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  2. Então, comprei numa liquidação (queima de estoque) na feira do Paraguay, em Brasília.

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  3. Ahhh éeeeeeeeeeeeeeeeeee???????

    Zero presentes pra vc!

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